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Agenda brasileira esvaziada traz destaque para cenário internacional na próxima semana

Passado comunicado e ata do COPOM, que confirmou redução de 50 pontos base da taxa SELIC, que, hoje, este em 12,75%, a agenda econômica para a próxima semana, ao menos em termos de indicadores, não deve apresentar muitas novidades, ao menos não no cenário doméstico. No entanto, acredito que seja uma oportunidade para observar o que será divulgado nos EUA e como seus indicadores influenciam a realidade brasileira.

Ao longo da próxima semana os destaques estarão nas falas dos diretores do Federal Rreserve, que devem afetar a curva futura dos juros dos Estados Unidos. Entretanto, o indicador que o mercado mais aguarda a divulgação é o chamado Nonfarm Payroll, que demonstra o nível de emprego na economia americana não agrícola, bem como a PNAD Contínua mede aqui no Brasil.

Na última medição do Nonfarm Payroll, foram criadas cento e oitenta e sete mil vagas de empregos em agosto, de forma que, para setembro, a expectativa é de geração de 150 mil vagas. Caso as expectativas de mercado se confirmem para o número projetado, significa que a atividade econômica nos EUA continua se recuperando, porém, desacelerando frente às medições atuais. Portanto, a depender deste resultado teremos efeito imediato no dólar em relação a todas as moedas globais, além de afetar a curva de juros, de forma a estimular maior nível de atividade econômica.

A preocupação em relação à condução da política monetária não é uma exclusividade brasileira. Tentando equilibrar o controle inflacionário com patamares de juros que conseguem afetar positivamente a atividade econômica é o desafio de grande parte dos países nos últimos anos. Conforme a inflação começa a apresentar maior nível de controle e ancoragem, os Bancos Centrais tendem a afrouxar a política monetária para que esta não estrangule e economia do próprio país.

Portanto, a próxima semana deve trazer desdobramentos importantes quanto a definição da curva de juros nos EUA, sobretudo na sexta-feira, quando será divulgado o dado máximo do mercado de trabalho. Independente do resultado, podemos esperar impacto imediato no dólar, pois, caso mais empregos tenham sido criados em relação às expectativas criadas, significa que a atividade econômica cresce mais do que o previsto e o dólar se aprecia. No caso contrário, dos dados de mercado de trabalho frustrarem as projeções, significaria que a atividade econômica está se recuperando em ritmo menor que o previsto, depreciando a moeda americana frente aos seus pares.

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