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Agenda esvaziada para semana que vem traz destaque para prévia da inflação ao consumidor em agosto

Apesar do agito político em Brasília, a agenda econômica para a próxima semana, em se tratando de indicadores domésticos, está esvaziada. No entanto, vale destacar a divulgação do IPCA-15, que será divulgado na sexta-feira, como forma de antever o nível de preços ao consumidor para o mês de agosto. Esse acompanhamento é particularmente importante, sobretudo em virtude a política monetária atual, que iniciou o processo de flexibilização monetária.

O IPCA de julho trouxe muita pressão sobre combustíveis, que deve continuar a pressionar os preços ao consumidor na prévia a ser divulgada. No entanto, devemos começar a ver leves aumentos em categorias que estavam muito deflacionárias nos meses anteriores, ou seja, com queda de preço. O exemplo mais claro está em alimentos dentro do domicílio, que são as compras que fazemos no mercado.

Ora, se o preço do combustível está subindo, é natural que o aumento do preço de transportes de bens duráveis e não duráveis, apresentem aumentos subsequentes, incluindo alimentos. No entanto, serviços deve continuar apresentando leve inflação por conta do efeito demanda, porém os maiores efeitos serão em bens duráveis e não duráveis.

Portanto, para a medição da prévia da inflação, esperamos leve aceleração, influenciada por combustíveis e, por conta do aumento de custo em transportes, inflação de alimentos também deve ser protagonista. Para o IPCA fechado de agosto, o impacto inflacionário deve ser ainda maior, pois além de incorporar o aumento recente de combustíveis, que afeta apenas os últimos dias da coleta de preços da prévia inflacionária, irá causar aumento de preços não apenas na gasolina e diesel, mas também na mesma cadeia exposta acima. Portanto, sinal de aceleração inflacionária ligada para o mês de agosto, tanto na prévia quanto na medição do mês fechado.

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