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Após excelente resultado do PIB do segundo trimestre, inflação ao consumidor e resultado de serviços e comércio serão destaques na próxima semana

O PIB do segundo semestre trouxe uma surpresa muito positiva quanto ao crescimento da atividade econômica brasileira. No entanto, devemos estar atentos aos próximos indicadores para que possamos antecipar as próximas divulgações. Dada a composição de crescimento divulgado pelo IBGE, os dados de serviços e comércio varejista estarão nos holofotes do mercado na semana que vem.

Para a medição da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) e da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), ambas calculadas e divulgadas pelo IBGE. Para serviços o mercado espera crescimento tímido, de 0,2% na variação mensal. Para o setor varejista, espera-se uma queda de 0,7% na variação mensal, contribuindo negativamente para a atividade econômica. Apesar do resultado do segundo trimestre apresentar resultado positivo, a percepção do terceiro trimestre, nas medições de julho que serão divulgadas na semana que vem, apresentam tendência de recuo.

Um ponto chave para compreender não apenas esse comportamento da atividade econômica, mas também o movimento da curva futura, é a análise de tendência dos juros no Brasil. O Banco Central iniciou o processo de flexibilização monetária, devendo apresentar nova redução da taxa SELIC no próximo COPOM, que ocorrerá em 20 de setembro. Quando mais a taxa de juros cair, mais se eleva a perspectiva de recuperação da atividade econômica para 2024, levando em conta a defasagem temporal da política monetária.

No entanto, para acompanhar a tendência da curva de juros, devemos estar de olho na divulgação da inflação ao consumidor, sobretudo no que diz respeito às expectativas para 2024 e 2025. No entanto, as medições correntes ajudam o mercado a reajustar seus modelos econométricos para afinar as expectativas futuras de inflação. Por esta razão, o mercado ficará de olho na divulgação do IPCA de agosto, que será divulgado na próxima terça-feira (12), devendo apresentar leitura próxima a 4,0% no acumulado em 12 meses.

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