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Com agenda esvaziada, destaque está na divulgação da atividade econômica em maio, com o IBC-BR

O principal destaque na agenda econômica da próxima semana está na divulgação do indicador IBC-BR, que, nada mais é, do que uma leitura mensal da atividade brasileira, divulgada pelo Banco Central. O indicador é conhecido no mercado por se aproximar de uma leitura mensal do PIB e, consequentemente, serve de termômetro para compreendermos como a economia brasileira está reagindo, sobretudo na conjuntura corrente, de juros altos, apesar da perspectiva de início de queda em agosto.

O indicador, claro, possui correlação com os resultados divulgados acerca do desempenho da indústria, varejo e serviços. Portanto, observando as leituras apresentadas nesta semana, é possível ter uma noção do que esperar do IBC-BR, que será divulgado na próxima segunda-feira (17/07/2023) às 8h00.

A Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada esta semana, apresentou crescimento importante, com destaque para o aumento prestados às famílias, mostrando fortalecimento da demanda agregada. O dado de serviços é o mais relevante quando observamos o resultado do PIB pela ótica da oferta, portanto, devemos ver um resultado também positivo no IBC-BR. Esse sentimento é bastante axiomático, pois uma vez que o nível de preços apresenta desaceleração, e queda, para citar o resultado da inflação de junho, as famílias conseguem aumentar a demanda por serviços, contribuindo para a leitura positiva do indicador.

Mas, e como ficará a atividade econômica após o início do ciclo de flexibilização monetária, isto é, quando os juros começarem a cair? Com juros menores, a perspectiva é de aumento de consumo. Juros em queda com inflação em desaceleração significa que o poder de compra do brasileiro irá ser ampliado, contribuindo para o crescimento da economia. Claro, encontraremos um ponto de equilíbrio entre a taxa de juros e inflação de forma que não devemos ter uma SELIC baixa o suficiente para pressionar a inflação. No entanto, com o equilíbrio monetário, será possível observar crescimento na demanda agregada do país, conforme já é possível observar nos dados de serviços e que estará refletido, também, no IBC-BR.

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