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COPOM é o grande destaque da semana que vem

O mercado brasileiro aguardará e observará com atenção a decisão de política monetária do Banco Central que será divulgada na próxima quarta-feira (02/08/23), de forma que as expectativas projetadas indicam queda de 25 pontos base, passando a SELIC de 13,75% para 13,50%. Apesar da pequena intensidade do recuo, caso confirmadas as expectativas, essa redução inicia o processo de flexibilização monetária, que deve encerrar 2023 com juros a 12%.

Esse dado é de extrema relevância para as expectativas de inflação e atividade econômica futura, levando em consideração que, com a queda de juros, o nível de crédito para pessoas físicas e jurídicas aumentam, da mesma forma que seu consumo. Portanto, reduzindo juros, podemos esperar uma reação da atividade econômica.

No entanto, vale ressaltar que esta transmissão de juros para atividade econômica não é automática e nem direta. Muito pelo contrário, pois existe uma defasagem temporal quanto a decisão de política monetária e os efeitos práticos na economia real. A defasagem temporal é de, aproximadamente, seis (6) a nove (9) meses. Ou seja, só veremos efeitos da redução de juros na atividade econômica em meados de 2024, justificando o olhar cuidadoso do Banco Central quanto à inflação de longo prazo, sobretudo 2024 e 2025.

Outro efeito também será sentido quanto esses efeitos na economia. Conforme os juros caem e a demanda agregada por bens e serviços caem, é natural haver aceleração do nível de preços da economia. Portanto, será muito importante ficar atento, com uma lupa, na forma que o Banco Central comunica suas decisões, pois não devemos ter uma redução de juros tão brusca quanto foi sua elevação. O Banco Central deve apresentar cautela para que a queda de juros não provoque a inflação que terão de combater no futuro.

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