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IPCA de setembro é destaque na semana que vem

Na próxima quarta-feira será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de setembro, que na medição anterior apresentou crescimento de 0,23% MoM (4,61% YoY). Devemos observar leve aceleração quanto aos dados de agosto, sobretudo após os anúncios de aumento de combustíveis, afetando toda a cadeia de logística nacional, de forma que o aumento de custo, por parte dos produtores, é transferido ao consumidor.

No entanto, como esse fator altera o horizonte de política monetária observado pelo Banco Central? Por mais volátil que a inflação de curto prazo se apresente, a decisão de flexibilização monetária utiliza modelos de longo prazo para definir o seu rumo, ou seja, o Banco Central não está observando a inflação deste mês, mas sim como se comporta a curva projetada para 2024 e, cada vez mais, para o ano de 2025, sobretudo por conta da defasagem temporal do impacto da queda de juros na atividade econômica.

Claro, não é porque a taxa de referência nacional caiu que imediatamente a população irá tomar mais crédito, existe uma defasagem no tempo até que as pessoas, sabendo tomar decisões melhores, aumentam seu nível de consumo, empréstimos e financiamentos. Isso vale, também, para o empresário. Claro, com uma taxa de juros elevada, mas com percepção de queda no horizonte, é preferível aguardar para adquirir máquinas e equipamentos por juros de financiamento menor e, consequentemente, reduzir o custo.

Portanto, apesar da volatilidade nas divulgações de curto prazo do IPCA, não devemos ter muitas alterações no COPOM frente ao que foi divulgado na ata do último comitê. No entanto, vale a pena observar o quanto dos efeitos de curto prazo se farão necessários recalibrar para os modelos de longo prazo. Esse é o ponto mais relevante a ser observado no IPCA da semana que vem, bem como o acompanhamento do mercado quanto a condução do governo em relação à política de preços de combustíveis.

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