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Mercado antevê encerramento da flexibilização monetária antes do previsto

Nesta semana o COPOM anunciou queda de 50 pontos base, trazendo a taxa SELIC de 13,25% a.a. para 12,75% a.a. Essa queda da taxa de juros possibilita, sobretudo para 2024 e 2025, que a atividade econômica apresente crescimento. Isso ocorre por conta de maior facilidade de acesso a crédito com juros menores. Desta forma, pessoas físicas e jurídicas conseguem aumentar seus níveis de consumo e, consequentemente, ampliar a demanda agregada do país.

No entanto, até que patamar a taxa deve apresentar queda? Quando o processo de flexibilização monetária deve se encerrar? Ante do comunicado desta semana, o mercado projetava que a SELIC somente encerraria seu processo de queda em 2025 (8,50% a.a.). No entanto, o Banco Central deixa claro que, apesar das próximas decisões do Comitê de Política Monetária apresentarem tendência de queda na mesma intensidade para novembro e dezembro, porém o mercado começa a rever a curva de juros para os próximos anos, acreditando que o ciclo de flexibilização deve terminar no final deste ano.

Claro, devemos ter maiores detalhes quanto ao horizonte de corte de juros na ata do COPOM que será divulgada na semana que vem, devendo receber grande destaque, além da divulgação do IPCA-15. O mercado deve ler este documento com muita atenção, mas quais as consequências do encerramento de corte de juros antes do projetado?

A consequência é que, provavelmente, o Banco Central apresente olhar mais atento aos efeito que os juros terão não apenas na atividade econômica, como mencionado acima. Afinal, menor patamar de juros tende a trazer maior atividade econômica. No entanto, com a atividade econômica mais elevada, o nível de preços tende a subir também. A preocupação prioritária do Banco Central é a condução da política monetária para controle inflacionário. Portanto, não adianta em nada, reduzir a SELIC a um patamar que pressione a inflação ao consumidor. Muito provavelmente, caso tenhamos um encerramento da flexibilização monetária em dezembro, devemos ver nos comunicados e atas preocupações com os efeitos na inflação futura do Brasil.

No entanto, caso as expectativas e projeções de inflação, sobretudo para 2024 e 2025 continuem ancoradas perto de 3,50% a.a, possivelmente teremos a continuação dos cortes de SELIC. Portanto, atenção para a próxima terça-feira às 7h, pois a divulgação da ata do COPOM, que trará maiores detalhes acerca da decisão de política monetária anunciada nesta semana.

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